PNEUMONIAS NA INFÂNCIA PROF. BRUNO PAES BARRETO PEDIATRIA II

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PNEUMONIAS NA INFÂNCIA

PROF. BRUNO PAES BARRETO

PEDIATRIA II

Henry MatisseThe girl with green eyes

1908

DEFINIÇÃO

Processos infecciosos, geralmente agudos, que atingem todas as estruturas pulmonares e, eventualmente, a pleura.

BACTÉRIA (PNEUMOCOCO) NO PARÊNQUIMA PULMONAR

CLASSIFICAÇÃO

LOCAL DE AQUISIÇÃO:– Na Comunidade: agentes mais

benignos e não-resistentes à terapêutica

– Hospitalar: vírus (transmissão pessoal médico/enfermagem) ou bactérias (da microbiota hospitalar, mais resistentes à terapêutica)

CLASSIFICAÇÃO

PELA ETIOLOGIA: Importante para orientação terapêutica– Fator Influenciador principal: Estado

Imunitário Básico Idade Estado Nutricional Doenças Associadas: Leucemia, SIDA, Viroses

Imunossupressoras Doenças Congênitas: Hemoglobinopatias, Fibrose

Cística

ETIOLOGIA DAS PNEUMONIAS NO BRASIL

IDADE ++++ +++ ++

RN Bacilos entéricos Clamídia Infecções congênitas

S.Aureus; vírus

Streptococcus B e D

ATÉ 4 ANOS Vírus Clamídia

S. pneumoniae Bacilos Entéricos

H. influenzae S. aureus

PRÉ-ESCOLARES

Vírus

S. pneumoniae

Mycoplasma pneumoniae

ESCOLARES ADOLESC.

Vírus S. pneumoniae

Mycoplasma pneumoniae

Clamídia

ETIOLOGIA

FIBROSE CÍSTICA Pseudomonas

IMUNODEFICIÊNCIA P. carinii

INTERNAÇÃO PRÉVIA Estafilococos

IMUNODEFICIÊNCIAS HUMORAIS

Estafilococos, Pneumococo e Haemophilus

QUADRO CLÍNICO

IVAS Anterior– Febre (quase sempre presente)

– Tosse (inicialmente sêca)

– Inapetência

– Palidez

– Toxemia

– Taquidispnéia (excluída a Asma tem correlação fortemente positiva)

– Dor torácica

– Estertores creptantes, sopro brônquico e broncofonia

PNEUMONIA

Comprometimento Alveolar– Falha na troca dos

gases– Hipoxemia– Taquidispnéia

Capela SistinaMichelangelo

1509-12

DIAGNÓSTICO

CLÍNICO:– História, Exame Físico,

EpidemiologiaRADIOLÓGICO:

– Visualização de derrames pleurais, opacificações, infiltrados intersticiais e hipertranparência

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO(RX)

DIAGNÓSTICO RADIOLÓGICO(RX)

PNEUMONIA

A: RX NORMAL

B: RX PNEUMONIA COM DERRAME PLEURAL

DIAGNÓSTICO

LABORATORIAL– Condições do paciente: HMG,

Gasometria, Eletrólitos– Recuperação do agente etiológico

Hemocultura; Punção Pleural; Broncoscopia (lavado brônquico e biópsia)

Métodos imunológicos: imunofluorescência; aglutinação; Elisa; PCR (reação em cadeia de polimerase)

TRATAMENTO

Critérios para hospitalização– Baixa idade: < 2 meses– Desconforto respiratório– Oxigenioterapia– Toxemia e/ou instabilidade hemodinâmica– Incapacidade familiar– Dificuldade alimentar– Falta de resposta terapêutica à medicação oral– Doença de base– Complicações pulmonares: derrame, pneumotórax,

abscesso

TRATAMENTO(Esquema inicial: agente não determinado)

1ª Opção 2ª Opção 3ª Opção 4ª Opção

Penicilina benzatina

Cloranfenicol Oxacilina +

Cloranfenicol

Vancomicina e/ou Aminoglicosídeo

Penicilina procaína

Oxacilina + Aminoglicosídeo

Penicilina cristalina

Penicilina semi-sintética

Amoxacilina

Ampicilina

Amicacina

TRATAMENTO(Esquema inicial: agente identificado ou

características clínicas e Rx)

AGENTE 1ª Opção 2ª Opção 3ª OpçãoPNEUMOCOCO PENICILINA ERITROMICINA OU

CLINDAMICINAVANCOMICINA

ESTREPTOCOCO PENICILINA ERITROMICINA OU CLINDAMICINA

VANCOMICINA

ESTAFILOCOCO OXACILINA CLINDAMICINA VANCOMICINA

HAEMOPHILUS AMPICILINA E/OU CLORANFENICOL

CEFTRIAXONA

KLEBSIELLA CEFALOSPORINA E/OU AMINOGLICOSÍDEO

CEFALOSPORINA DE 3ª GERAÇÃO

PSEUDOMONAS CARBENICILINA E/OU AMINOGLICOSÍDEO

CEFTAZIDIMA

SALMONELLA CEFTRIAXONA

CHLAMYDIA ERITROMICINA OU CLARITROMICINA

P CARINII SULFAMETOXAZOL-TRIMETROPIM

SULFAMETOXAZOL-TRIMETROPIM

ISOTANATO PENTAMIDINA

ANAERÓBIO PENICILINA CLINDAMICINA E/OU CLORANFENICOL

METRONIDAZOL

PNEUMONIAS COM ETIOLOGIA DETERMINADA

Pneumococo:– Gram-positivo capsulado– 20% portadores sãos– Pneumonia de instalação rápida; lobar; 5%

com derrame– Tratamento: Penicilina; Resistência no Brasil:

2%– Profilaxia vacinal em grupos de risco

PNEUMONIAS COM ETIOLOGIA DETERMINADA

Haemophilus influenzae:– Gram-negativo; várias espécies (patogênicas

são capsuladas (B))– > freqüência: 1os 3 anos– IVAS precedente; tosse coqueluchoide– Leucocitose com linfocitose– Tratamento: Ampicilina e/ou Cloranfenicol

PNEUMONIAS COM ETIOLOGIA DETERMINADA

Estafilococo:– Gram-positivo; coagulase positivo

– Lesões necróticas (microabcessos);

pneumatocele e empiema (50%); derrame

pleural (90%)

– Quadro clínico mais grave: febre alta e toxemia

– Tratamento: Oxacilina; Vancomicina

(resistência a Oxacilina)

PNEUMONIAS COM ETIOLOGIA DETERMINADA

Outros gram-negativos:– Pneumonias nosocomiais– Fatores:

Condições do paciente Local de aquisição Procedimentos prévios

– Quadro clínico mais grave– Terapêutica mais agressiva

PNEUMONIAS COM ETIOLOGIA DETERMINADA

Klebsiella:– Aquisição extra-hospitalar– Segmentos posteriores do lobo superior;

apical do inferior direito– Exsudatos inflamatórios nestes segmentos

abaulamento da fissura interlobar– Tratamento: Cefalosporinas de 2ª e 3ª

gerações

Eva e o CriadorMichelangelo

1500